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No caso de Jéssica, sua professora teve a sensibilidade de perceber seu talento e a inscreveu para a prova seletiva. Inscrita, a menina passou a treinar todas as tardes, na própria escola onde cursa o 8º ano, EM Ronaldo Lameira. Depois de apenas um mês de treino, ela participou da seleção e foi aprovada. “Descobri que gosto disso. Quero treinar para sempre”, afirma a estudante. Sua mãe, Laura Alves da Silva, já percebe a diferença. “Depois que ela passou a treinar diariamente com o objetivo de participar das Paraolimpíadas, ficou mais determinada, feliz e confiante”.
Para orientar os professores a lidar com alunos deficientes durante as atividades esportivas, estimulando o desenvolvimento de seu potencial, a rede conta com a professora de Educação Física da Divisão de Educação Especial, Sílvia Quaranta. “Eu ensino como explorar o potencial que o aluno tem e como incluí-lo nas atividades esportivas. Muitas vezes, com pequenas adaptações, conseguimos levá-lo a participar com os outros”, explica.
A especialista também afirma que situações como essas, em que o aluno fica longe da família, são muito saudáveis, pois contribuem para o desenvolvimento da independência. “A maioria dos alunos está longe da família pela primeira vez. Além aprenderem a ter mais autonomia, isso os força a se relacionar com outras pessoas, criando novas amizades”, comenta. |
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A rede municipal de Praia Grande está sendo representada por 12 alunos. Eles estão hospedados no Hotel Holiday Inn, acompanhados de professores e do chefe da Divisão de Esporte nas Escolas, Carlos Leonardo da Silva, da Coordenadoria de Esportes, Cultura e Educação Complementar da Secretaria de Educação.
Esses estudantes foram aprovados em seletivas feitas pela Comissão Paraolímpica Brasileira no mês passado. A maioria nunca participou de nenhum evento competitivo. É o caso de Jéssica Alves da Silva, 16 anos, que compete no tênis de mesa e ganhou sua primeira medalha. Portadora de deficiência intelectual, Jéssica praticava o esporte na escola, por pura diversão, até ser “descoberta” por sua professora e indicada para participar da seletiva. “É aí que entra a importância de termos professores sensíveis, com olhar diferenciado, que ofereçam vários tipos de esportes nas aulas de Educação Física e percebam o potencial dos alunos pra essa ou aquela modalidade, passando entusiasmo pra eles”, explica a assistente técnica pedagógica (ATP) de inclusão, Ana Cláudia Rosendo Carls. |
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Alunos de PG se destacam na Paraolimpíada Doze estudantes da rede municipal participam do evento esportivo |
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A inclusão social de alunos portadores necessidades especiais é uma realidade na rede municipal de ensino de Praia Grande, não apenas na sala, mas também nas quadras escolares. Misturados aos outros estudantes, durante a educação física, os estudantes participam de diversas brincadeiras e atividades esportivas. No bate-bola descontraído, alguns potenciais são descobertos, talentos são revelados e o esporte se torna uma ferramenta para o desenvolvimento da autoestima e autonomia na vida dessas crianças e adolescentes. |
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Estudantes da rede municipal participam do evento esportivo |